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“CORPO CÔMICO – LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO”, com Julieta Jarza
Laboratório de comédia e criação cênica com apresentações finais, com início em 9 de março, no Espaço Cultural Canto Cidadão
O Bauman é sabido. Aponta liquidez em todos os lados: pessoas, sentimentos e relações. Na metáfora desse sociólogo polonês, ser líquido está ligado à resistência ao compromisso, revelando o desejo de fluir quando der na telha. Vacilou, escorreu. Por 10% a mais de salário ou 10 cm a mais de busto.
No verão chove muito. Não conheço mãe que diga “meu filho, já para fora que começou a chover”. Até o dito popular vai contra a chuva, sugerindo que o cavalinho seja tirado, e não colocado, em contato com a precipitação pluviométrica. Por que tanto medo dela?
Somos líquidos literal e metaforicamente. Somos 75% água. Foi a minha professora de ciências que disse. E eu confiei. Era uma mulher sábia.
Deu-se o impasse: bom ou ruim ser líquido? Antes da pergunta anterior, uma pergunta ainda mais anterior. É razoável perguntar se é bom ou ruim ser líquido? Pode ser mais gostoso desqualificar menos e compreender melhor o fato. Grandes e naturais exemplos.
Para onde correm os rios, desde o menor até o Amazonas ou o Nilo? Ao mar. Seu destino é se misturar ao diverso, ganhando a imensidão oceânica. Doce e salgado formando destino. Se fluir é uma característica do que é líquido, e o humano é três quartos do mais nobre deles, como não fluir?
Para onde fluir e com quem se misturar, então, seriam as questões?
Hoje choveu a cântaros, como diria o avô de alguém. Água e mais água. São Pedro aprontando com São Paulo. A chuva estava doce. Fez barulho ao bater em meu rosto por mais de uma hora. Flui como poucas vezes ao deixar a água se misturar a mim.
Sinto que água não entristece em jarro ou lago por falta de fluência. A angústia parece vir do não reconhecimento daquele jarro ou lago como o seu mar. Falta de doce encontrando salgado. Para rios que não estão dispostos a reconhecer mares, a liquidez vira gaiola e deixa de ser asas, mesmo em meio a correntezas e cachoeiras barulhentas, movimentadas e imponentes.
Mãe, posso ir brincar na chuva?
Pode, meu filho. Brinque muito, especialmente de ser chuva.
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Laboratório de comédia e criação cênica com apresentações finais, com início em 9 de março, no Espaço Cultural Canto Cidadão
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